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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O AMOR COMO MEIO, NÃO COMO FIM - DENISE FRANÇA

Curitiba, 27 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO TEXTO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE: O AMOR COMO MEIO, NÃO COMO FIM.

Eu vejo o AMOR da seguinte maneira.  O AMOR É CONCRETO, ATITUDES, ATOS, MANIFESTAÇÃO DE VIDA, CAPACIDADE DE EXPRESSÃO, RESPEITO À LIBERDADE DO OUTRO, RESPEITO À DIFERENÇA, CAPACIDADE DE PERCEPÇÃO DO MUNDO ALHEIO, ACEITAÇÃO, HUMILDADE.... O AMOR NÃO PRODUZ DEPENDÊNCIA ENTRE OS DOIS SUJEITOS, MAS OS IMPULSIONA PARA DIANTE....

FUNDAMENTALMENTE, PRESENÇA. 

O ENCONTRO ENTRE DUAS PESSOAS, PRECISA SER ENTENDIDO COMO PRESENÇA DE CADA UM, encontro esse que acarretará em conhecer o outro.... conhecer a vida do outro. A presença do outro em nossa vida, seja ele amigo, seja amante, seja quem for, nesse espaço único do AMOR, é mostrar aquilo que fazemos, o que pensamos, o que queremos, como lidamos com a vida.... Logo, qualquer tentativa de criar algo fora da realidade da nossa existência, como por exemplo, aparentar o que não se é, sendo pobre, aparentar uma falsa riqueza, ou sendo inseguro, aparentar uma segurança, já indica ou dá indícios de que a pessoa não está sendo leal com o seu companheiro....

É claro que quando conhecemos alguém a princípio, imaginamos muitas coisas, e muito do que imaginamos não tem a ver com a realidade da pessoa em questão, por isso mesmo, a necessidade de convivência, mas uma convivência dentro da realidade, e não criando castelos de aparência, e ilusão....

AS PALAVRINHAS LINDAS, BONITAS, ROMÂNTICAS, se quebram em razão de uma realidade que vai em desencontro com aquilo que a pessoa faz ou é....  

Um relacionamento tendo a aparência e o status com fonte, leva ambos os parceiros à um esforço cansativo e destrutivo no sentido de manutenção de uma coisa que não existe... Portanto, está sendo falso e hipócrita...

Imaginem uma mulher que convida o sujeito para visitar seu apartamento, e,  tratando-se de uma mulher bagunçada, sem nenhuma espécie de disciplina, coletar todas as coisas jogadas no chão, nos móveis, à espera da chegada de seu namorado.... Ora, senhores, ele entrará pela porta, olhará o ambiente e verificará que tudo está em seu lugar, logo, que aquela mulher possui disciplina, ordem, enfim... Neste caso, a mulher conseguiu passar uma imagem falsa a propósito de sua conduta habitual... E,  no decorrer da convivência, o casal passa ao outro idéias falsas que vão em desencontro aquilo que são realmente no dia a dia...

Não preciso dizer aonde isso vai parar.   Infelizmente, a grande maioria das pessoas age desta forma.... No início, é até compreensível, que tentemos passar uma imagem bonita... Mas, ao longo dos dias, estaremos sendo desonestos consigo mesmos e com o companheiro, se assim tentarmos convencer o outro....

O AMOR, vem em suplência da incapacidade do ser humano em ser perfeito, ou, chega mesmo na hora H, quando a pessoa  está tentando resolver conflitos pessoais, e a presença deste sentimento apaziguá em muito a vontade para solucioná-los. 

O AMOR NÃO DEVE OCUPAR O ESPAÇO DE SENTIMENTOS COMO INSEGURANÇA, MEDO, ANGÚSTIA, SOLIDÃO, ETC....  O AMOR É UM ELEMENTO DE TRANSFORMAÇÃO.... ISTO SIM....  PISAMOS NO CHÃO DESTA REALIDADE PARTICULAR E PESSOAL, E CONSTATAMOS QUE É POSSÍVEL MOVIMENTAR ALI OS SENTIMENTOS, DIFICULDADES, PROBLEMAS, E TENTAR CRIAR, PRODUZIR, ENTENDER, E TRANSFORMAR ESSES ELEMENTOS PARA ENCONTRAR POSSIBILIDADES NOVAS....

As pessoas possessivas, arrogantes e autoritárias, tem dificuldade em amar.... E, procuram submeter o parceiro, deprimindo a auto-estima do companheiro, sugestionando um companheiro inseguro, para outros caminhos distantes de propostas positivas, para assim, desta forma, continuar SUBMETENDO O OUTRO, a sua aparente autoridade....

Muitos dos casais, vivem esse tipo de relacionamento....

PARA AMAR, é preciso RENUNCIAR.... Não dá par ser ciumento, e respeitar o outro. Quem tem ciúmes  não respeita a privacidade do outro.... Ou o sujeito renuncia a este sentimento e procura transforma-lo, ou então, está mentindo para si mesmo e sendo desonesto com o companheiro.... 

O QUE PRIMA NO AMOR, é a realidade de cada um, no sentido de que se não conseguimos observar e perceber a realidade da outra pessoa, notavelmente estaremos rechaçando frações da vida da outra pessoas, e provocando uma fissura nesse espaço comum entre duas vidas...

Um pequeno exemplo: alguém decide adotar um cachorro.... No princípio, quando o animalzinho chega em casa, é aquela festa toda.... Mas no transcorrer dos dias, verificamos que em nosso espaço físico existe esta "pessoa", o cachorro.... E o cachorro se apresenta tal qual um cachorro.... Ele não é uma criança, não é um sujeito, é um cachorro, e tem necessidades de cachorro, e percebe a nossa realidade como um cachorro, e dará aquilo que pode dar a nós enquanto cachorro....

Este indivíduo, o cachorro, está fazendo parte do nosso espaço de vida particular... E por isso mesmo, começamos a perceber aquele espaço anteriormente vazio, com uma nova realidade que antes não conhecíamos.... Por isso, precisamos nos debruçar com carinho sobre esta nova realidade, a do cachorro, e verificar como as coisas acontecem, e procurar entender de que jeito elas acontecem, e o que a nossa PRESENÇA produz na vida deste cachorro.... SIMULTANEAMENTE....

IMAGINEM senhores, a presença de uma outra pessoa em nossa vida.... Dia após dia, as coisas acontecem...  E se não tivermos o mínimo de vontade, honestidade, sinceridade, esse espaço se transformará num "ring" onde um sujeito procura eliminar o outro..... PROCURA DESCONSTRUIR A IMAGEM DO OUTRO, EM RAZÃO DA PRÓPRIA INCAPACIDADE DE PERCEBER E ACEITAR UMA OUTRA REALIDADE EM SUA VIDA....



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A CRISE DO NATAL - DENISE FRANÇA


CURITIBA, 25 DE DEZEMBRO DE 2012.

A CRISE DO NATAL


FELIZ É O NATAL!!!! 

NÃO SEI SE ESSAS PESSOAS TODAS QUE ME DESEJARAM FELIZ NATAL NO FACEBOOK, SÃO FELIZES....
CREIO QUE NÃO. 

FESTAS FAMILIARES DE FINAL DE ANO. NO OUTRO DIA  JOGAM-SE AS CAIXAS DE PRESENTE NO LIXO. AS PESSOAS LEVANTAM NO DIA 25 COM UMA ESPÉCIE DE APATIA... MEIO ENTEDIADAS, COM APARÊNCIA DE SANDUÍCHE DE ÚLTIMA HORA, REPETEM-SE, SÃO AS MESMAS... NENHUMA NOVIDADE..

QUANDO PESSOAS DA FAMÍLIA SE REÚNEM NO FINAL DE ANO NUM JANTAR OU ALMOÇO... É UM MODO DE ALEGRIA, OU TENTATIVA DE ALGUMA COISA QUE NÃO DEU CERTO....  ESTÃO ALI REUNIDAS COMEMORANDO ALGO, COMENDO JUNTAS NA MESMA MESA, FALANDO SOBRE TUDO OU SOBRE NADA....

NENHUM COMENTÁRIO SOBRE JESUS CRISTO NO NATAL.... SEQUER REFERÊNCIA.... OU UMA REFERÊNCIA BOBA E FUGAZ À PESSOA DE CRISTO...

OU EM OUTROS CASOS, NÃO VÁ À MISSA DE NATAL EM SUA IGREJA OU COMUNIDADE, PORQUE SENÃO TE OLHAM ESTRANHAMENTE NA CEIA DE NATAL...SEQUER PRONUNCIE O NOME DE JESUS... É ESCANDALOSO PRONUNCIAR O NOME DELE... NADA A VER....

DURANTE A ENTREGA DE PRESENTES, INVENTE UMA DESCULPA PARA SAIR, OU NÃO CHEGAR, PORQUE SE VOCÊ NÃO TEM AFINIDADE COM ESSE TIPO DE COISAS, OU PIOR, NÃO TEM GRANA PARA PRESENTES, ESPERE QUE TE OLHEM COMO SE VOCÊ FOSSE UM INTRUSO.... POR EDUCAÇÃO NÃO TE TOCAM DA SALA, MAS VOCÊ PERCEBE NITIDAMENTE QUE AQUELE MUNDO NÃO É SEU.... TE JOGARAM PARA FORA...

MINHA PRIMA DISSE: "A  DENISE E FULANA VÃO DISTRIBUIR OS PRESENTES....".   PEGUEI AO ACASO UMA SACOLA E IA DISTRIBUIR.... MAS OS PRESENTES ALI NÃO TINHAM NOME.... MEU SOBRINHO DISSE: "ESSA SACOLA É MINHA!!!!", "PODE DEIXAR ALI!".... e EU DISSE: "NÃO TENHO BOLA DE CRISTAL PARA SABER QUE SÃO SEUS ESTES PRESENTES..."   MEU DEUS:     COLOQUEI A MINHA MÃO ONDE NÃO DEVIA.... ME SENTI COMO SE FOSSE UMA LADRA QUE IA ROUBAR OS PRESENTES ALI.....

RIDÍCULO!!! MAS NÃO ABSURDO, FOI ASSIM....  

SOBRINHOS QUE ANTES VIVERAM AO SEU LADO, NA ALEGRIA E CARINHO, JÁ NÃO SÃO MAIS CRIANÇAS, SÃO ADULTOS METIDOS, QUE ACHAM QUE GANHARAM O MUNDO E QUE VOCÊ É UMA IDIOTA....
CARREGAM ESTUFADOS A IDÉIA DE QUE VOCÊ NÃO DEU CERTO, E QUE ELES TEM RAZÃO SOBRE TUDO.... SOBRINHOS QUE SE TRANSFORMARAM NUMA ESPÉCIE DE  ESTUFA..... VOCÊ OS OLHA E NÃO ADMITE ESTAR VENDO O QUE VÊ.... PORQUE ERAM CRIANÇAS MARAVILHOSAS, E O AMOR ERA INCONNDICIONAL... AGORA TE COLOCAM DO LADO, SEQUER FALAM CONTIGO, PORQUE ELES APRENDERAM DE FORA, AS LIÇÕES SOBRE O BEM-ESTAR QUE O DINHEIRO PODE TRAZER.... E VOCÊ SE TORNOU PARA ELES ALGUMA COISINHA DESCARTÁVEL....

VOCÊ OS OLHA MAIS DE UMA VEZ, VÁRIAS VEZES PARA VER SE ACREDITA NO QUE ESTÁ VENDO: É INACREDITÁVEL MESMO!!!!!

COITADOS..... POBRES SOBRINHOS ESTUFADOS E PUFTIZADOS.... E VOCÊ AINDA INSISTENTEMENTE OLHA MAIS UMA VEZ, E FICA PENSANDO: "NOSSA.....??????????" 

A VIDA É ASSIM:  TUDO PODE NOS ACONTECER TANTO PARA O BEM QUANTO PARA O MAL.... 

A IRMÃ QUE VEM DE FORA, TENTA NÃO DAR ALFINETADAS EM VOCÊ, MAS QUANDO SE APERCEBE, CRAVOU O ESPINHO....  REPETE SEMPRE AQUELA FRASE: "APROVEITADORA!!!!".  NÃO, EU NÃO QUIZ DIZER ISSO.... IMAGINE....

NESTA CRISE NATALINA DE TODOS, E ALEGRIA VERDADEIRA DE BEM POUCOS.... TUDO ISSO ESTÁ ALI ESTAMPADO, MAS NINGUÉM OUSA DIZER, NINGUÉM OUSA DECLARAR.... 

NINGUÉM OUSA DECLARAR O MAL-ESTAR DE CADA UM OU DE TODOS....

ENTÃO É NATAL.... SE A SUA ALEGRIA, ASSIM COMO A MINHA, NÃO VEM DISTO, DOS PRESENTES, MAS DE OUTRO LUGAR...  CUIDE-SE, NÃO SE ENTREGUE.... NÃO APARENTE UMA FELICIDADE REAL E VERDADEIRA, CUIDADO!!!!!

SE VOCÊ TEM TUDO PARA SER INFELIZ POR CAUSA DA RESPOSTA E CONDUTA DESTAS PESSOAS QUE TE RECEBEM NO FINAL DE ANO, DESTA MANEIRA E JEITO, E NO ENTANTO, CONSEGUE SER FELIZ NO MEIO DE TÃO POUCO, OU DE NADA RECEBIDO, ALÉM DE CHACOTAS, ALFINETADAS, IRONIAS, ENTÃO, VOCÊ VIVEU O NATAL, VOCÊ SABE O QUE É O NATAL!!!!

SE VOCÊ, ASSIM COMO EU, SABE O QUE É O NATAL, COMPARTILHE.... 




O ANO QUE VEM, O MESMO NATAL SE REPETE....

HÁ UMA TENTATIVA DE CARINHO..... QUEM SABE....  O NATAL ACABE ACONTECENDO UM DIA....

A ESSAS PESSOAS COM AS QUAIS EU PASSEI MEU NATAL EM FAMÍLIA, QUERO DIZER: FOI IGUAL AO OUTRO ANO....  GOSTO DESSAS PESSOAS, E JAMAIS VOU PREJUDICÁ-LAS OU INTERFERIR NA VIDA DELAS... NÃO TENHO NECESSIDADE DISSO....  

AS ALFINETADAS QUE LEVEI, ACABO ESQUECENDO.....  DOS MEUS SOBRINHOS, GUARDO A LEMBRANÇA DA INFÂNCIA, E CONTINUO VIVENDO MINHA VIDA LONGE DELES, DA VIDA PARTICULAR E PESSOAL DELES. E  VIVO NA COMPANHIA DE OUTROS JOVENS QUE TEM ME DESPERTADO MUITA ALEGRIA,  COM OS QUAIS COMPARTILHO MINHA VIDA DE AGORA.... 

SE EU NÃO QUISESSE BEM A ESTAS PESSOAS,  TERIA FEITO OUTRA COISA DO MEU TEMPO DE VIDA....  

MAS EU NÃO ME ENTRISTEÇO COM ESSA LETARGIA.....  A MINHA VIDA É OUTRA COISA.... 

EU GOSTARIA DE DIZER A ESSAS PESSOAS DA FAMÍLIA, QUE GOSTO MUITO DELAS, QUE FIQUEM TRANQUILAS PORQUE EU NÃO PRECISO DELAS PARA A FELICIDADE....  E QUE POSSAM VIVER EM PAZ DA MESMA FORMA, PORQUE EU NÃO ENTRO NA CASA DOS OUTROS OU NA VIDA DOS OUTROS..... NUNCA FIZ ISSO.... 

TODOS OS DIAS ACORDO PELA MANHÃ, E VIVO A MINHA VIDA.... NÃO VIVO A VIDA DOS OUTROS....

E GOSTARIA QUE  SOUBESSEM QUE EU SOU MESMO SÓZINHA.... 

ESSA É A MINHA CONDIÇÃO. NÃO CRIO LAÇOS DE DEPENDÊNCIA AO MEU REDOR.... 

ME SINTO FELIZ COM O MEU JEITO DE SER... COM AS COISAS QUE FAÇO DA MINHA VIDA.... ME SINTO FELIZ COM O POUCO QUE TENHO, NÃO QUERO MAIS....  NÃO TENHO NECESSIDADE DE APARENTAR UMA COISA QUE NÃO SOU.... NÃO TENHO NECESSIDADE DE STATUS....  O QUE EU SOU, É EXATAMENTE AQUILO TUDO QUE FAÇO NO DIA A DIA.... PRONTO....

E DESEJO VERDADEIRAMENTE UM FELIZ NATAL A ESSAS PESSOAS....

MAS POR FAVOR, NÃO FAÇAM ESSE TRABALHO INFELIZ DE DESCONSTRUIR A IMAGEM DE ALGUÉM QUE SEMPRE FOI LEGAL, E LEAL, LEAL ATÉ O FIM.... EU SOU UMA PESSOA BOA, JUSTA, HONESTA, LEGAL, COMPANHEIRA, SEMPRE....  

SE AS PESSOAS RESOLVEM DE UMA HORA PARA  OUTRA, NÃO QUERER MAIS A MINHA COMPANHIA, NÃO MORRO POR CAUSA DISSO.... EU ACEITO AS PESSOAS QUE NÃO ME DESEJAM AO SEU REDOR....  MAS ASSUMAM ESSE FATO, E NÃO FAÇAM UM ESFORÇO HIPÓCRITA DE DESCONSTRUIR MINHA PESSOA, PARA DAÍ ARRANJAREM UM MOTIVO "FALSO" NA TENTATIVA DE JUSTIFICAR O FATO DE NÃO ME DESEJAREM EM SUAS VIDAS.... 


PORQUE EU SOU UMA BOA COMPANHIA. QUER QUEIRAM OU NÃO....

ULTIMA COISINHA:     EU FIZ O QUE PRECISAVA TER FEITO NAQUELE MOMENTO, QUANDO ESSAS CRIANÇAS, MEUS SOBRINHOS, ERAM PEQUENINOS. UM , DOIS , TRÊS ANOS DE IDADE...., ATÉ A ADOLESCÊNCIA..... FIZ O QUE A MINHA CONSCIÊNCIA ME MANDAVA FAZER: DAR ATENÇÃO, CUIDAR, AMAR, RESPEITAR, E ESTAR PRESENTE. EU ESTIVE PRESENTE NA VIDA DESTAS CRIANÇAS TODOS OS DIAS QUE ESTIVERAM EM MINHA CASA. A ÚNICA VEZ QUE NÃO ESTIVE PRESENTE, PORQUE ESTAVA NO HOSPITAL EM PIRAQUARA CUIDANDO DE MINHA AVÓ....    A MINHA PRESENÇA NA VIDA DELES FOI CARINHOSA, AMIGA, SINCERA, LEAL, SEM DESREIPEITAR NADA.... FIZ O QUE ERA NECESSÁRIO....  SÓ ISSO.

QUANTO AOS PROBLEMAS QUE SURGIAM EM DECORRÊNCIA DA SEPARAÇÃO DO CASAL, ISSO ERA PROBLEMA DELES... NÃO MEUS.... 

NÃO SÃO MEUS FILHOS..... E NUNCA SERÃO.  MAS FORAM AMADOS COM TODO O AMOR, E ESTE AMOR NÃO VISAVA NENHUMA RETRIBUIÇÃO.... MATERIAL..... (MUITAS COISAS ACONTECIAM NAQUELE MOMENTO QUE TODOS SABEM.... PODEM ATÉ NEGAR HOJE, MAS ACONTECERAM E TODOS SABEM....).

HOJE, ESTÃO GRANDES E CRESCIDOS.... ACABOU MEU TRABALHO, FIM DA LINHA.  PONTO FINAL. A MINHA VIDA CONTINUA EM FRENTE... TANTO ASSIM, QUE DEPOIS QUE ELES CHEGARAM À ADOLESCÊNCIA, EU PEGUEI A BOLA DE FUTEBOL E FUI DE ENCONTRO A OUTRAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR AÍ, E FUI FAZER ESSE MESMO TRABALHO COM ESSAS CRIANÇAS: RESPEITO, ISTO SIGNIFICA RESPEITO.....

PORTANTO, HOJE,  NÃO TENTEM DESCONSTRUIR  O AMOR DE ANOS E ANOS, A AMIZADE DE ANOS E ANOS.... NÃO DÁ, SIMPLESMENTE NÃO DÁ PARA DESCONSTRUIR, NEGAR OU DESFAZER AQUILO QUE FOI E EXISTIU..... É TRABALHO INÚTIL DE QUEM NÃO TEM CARÁTER.....

QUANTO A MIM, SIGO SOZINHA EM FRENTE, FELIZ, ALEGRE, DE BEM COM A VIDA.... 

O QUE EU ACHO RIDÍCULO, E É SIMPLESMENTE RIDÍCULO, TODO ESSE ESFORÇO PARA TENTAR NÃO INCLUIR ESSA PESSOA, EU, EM DETERMINADOS EVENTOS E SITUAÇÕES FAMILIARES....

DIGO A VCS COM TODA A MINHA SINCERIDADE:

NÃO GASTEM ESSE TEMPO E ESFORÇO A TOA...... NÃO PRECISA ME CONVIDAR PARA ESSE EVENTO OU AQUELE EVENTO.... SIMPLESMENTE ESQUEÇAM QUE EU EXISTO.... A MINHA ÚNICA FUNÇÃO NESTA FAMÍLIA E NESTA CASA, É FAZER A LIMPEZA, E GARANTIR QUE MEUS PAIS ESTEJAM BEM ATÉ O FIM... SÓ ISSO. PORQUE OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELA MINHA VIDA, EU OS LEVO ATÉ O FINAL DA VIDA, CUSTE O QUE CUSTAR....


e tudo isso não foi dito aqui com pesar ou tristeza..... FOI DITO PORQUE É NECESSÁRIO SER DITO.  NÃO É POSSÍVEL APAGAR A EXISTÊNCIA DE UMA PESSOA, NÃO É POSSÍVEL DESFAZER O QUE ELA FEZ.... NÃO É POSSÍVEL ELIMINAR UMA PESSOA, EXCLUIR OU RECHAÇAR, PORQUE ELA CONTINUA EXISTINDO.... 

TODAS AS COISAS VIVIDAS, ESTÃO INSCRITAS NO CORPO DA PESSOA. FAZEM PARTE DE SUAS TRIPAS.....  

O FATO DE ALGUÉM NÃO GOSTAR DE OUTRO, NÃO QUERER CONVIVER, ISSO É UMA COISA QUE FAZ PARTE DO SER-HUMANO.... OU A GENTE GOSTA OU A GENTE  NÃO GOSTA.... MAS FICAR FABRICANDO JUSTIFICATIVAS, ESTIGMATIZANDO A PESSOA, DESCONSTRUINDO O TRABALHO DE VIDA DESSA PESSOA EM RAZÃO DE INTERESSE PESSOAL, E PARTICULAR, MINHA GENTE, ISTO É MUITO FEIO MESMO....

ISTO É MUITO FEIO DE SE FAZER....


DENÚNCIA 7 - MAUS TRATOS ANIMAIS

DENÚNCIA 8 - MAUS TRATOS ANIMAIS

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O MEU NASCIMENTO - DENISE FRANÇA

Curitiba, 20 de dezembro de 2012.





SOBRE O MEU NASCIMENTO:

Eu nasci antes da época aguardada...  

No alto havia um ponto iluminado, maior do que todos os outros.  Luz brilhante que aparecia logo cedo enquanto minha mãe caminhava descalça...  Minha mãe andava muito, com seus pés sobre a areia, sobre a relva, trabalhava exausta por qualquer tipo de oferta, um bocado, óleo, farinha, sementes, folhas de alguma coisa.
Minha mãe era lindíssima, serena, tranquila, humilde e sem saber dos homens, olhos negros, sua ingenuidade não admitia nenhum tipo de infelicidade, mas alegria ainda menina, correndo atrás das cabras, brincando com a água, o barro, como pérola, como joia....
Carregava-me no ventre, depois nas costas, carregava-me sozinha, flor do deserto, encanto, mistério, maravilha sem nome.  Menina ainda, olhava-me nos olhos, sorria, queria que eu brincasse, escondia de mim suas lágrimas, mandava-me embora algumas vezes por medo do inesperado, logo me abraçava e calçava meus pés com a sandália do destino e do caminho.
O canto onde era nossa moradia, chão de barro,  cascalhos,  os bichos se acomodavam junto a nossa hospitalidade, apoiávamos os ombros na amizade e nas notícias de quem passava.
Firme a infância transcorria, pelas minhas mãos passavam o traço de pequenos artefatos,  e eu a via ganhar em idade e se tornar mulher... Decidia sempre entre ficar e ir, não tinha interesse algum em se colocar entre outras mulheres,  não era dona como as demais, nem senhora, apenas uma mulher firme, sem ser austera, doce sem ser frágil, amável e sensata, pronta para carregar o fim.
Eu brincava e parava, olhava por um instante minha mãe, olhava meu pai, sabia que não pertencia a eles, mas pertencia ao mundo. E carregava comigo algo que eu não sabia mas andava comigo a discernir tudo o que via acerca do mundo e das pessoas. 
Sabia mais sobre as pessoas do que elas próprias contavam, por isso eu sorria e me perguntavam porque eu ria... Acudia em mim pequenas injustiças, logo cedo.  Andava no meio dos homens, junto ao meu pai, e escutava o que eles falavam entre si. Olhava os olhos deles, desses homens, e via ali muitas coisas,  muitas coisas impróprias, por isso eu sofria.... Em meu desconsolo, subia lugares altos, e ficava olhando o céu, porque de lá vinham notícias que me confortavam.  Depois de passada a tormenta em minha alma, eu voltava a descer, e continuava a viver e brincar....
Os bichos sabiam mais sobre mim do que os homens, por isso também essas criaturas se acercavam de mim  desde cedo, e caminhavam ao meu redor... Eu conversava com estes seres e eles entendiam.... Segurava pequenas criaturas nas minhas mãos, e outras chegavam a mim em seus últimos suspiros, e eu as via entregarem a mim sua vida.... Eu chorava muito.... mas entendia o propósito...
Gostava do calor, aprendia a ser forte, construía muitos sonhos sem ninguém saber.... Construía castelos, construía estradas, construía meus brinquedos, construía tudo que estava em meu coração, e aos poucos via que era possível construir coisas e mais coisas a partir de um pensamento bom...
Meus joelhos as vezes cansavam de tanto andar e meus olhos ficavam com as pálpebras pesadas, e minha garganta doía um pouco, e minha mãe então amaçava um bocado de ervas e colocava em meus joelhos para que parassem de doer... e um bocado de chá para a garganta.... No outro dia eu continuava a ser criança e ser o que estava para ser...
Sabia de meu futuro assim, em tudo, e em todos os olhares... Os sinais eu encontrava ao acaso, os sinais eu os sabia ler, eles autentificavam a minha presença e eu discernia a razão disso e aquilo....
O tempo passava através de mim, assim como as pessoas, e a morte nunca me amedrontou... Não sabia o que era a morte. O fim das coisas era começo de outras.... A morte não me entristecia....
Eu sentia a dor dos outros, mas essa dor me chegava como medo de viver, e falta de presença, porque tudo estava dado, não sabiam o que fazer com tudo o que era dado.
Eu transformava sentimentos e emoções dentro de mim. da mesma forma como minha mãe preparava um lenitivo, ou remédio.... Não usava coisas para isso, só a minha vontade de transforma-los.... Não era difícil, era possível, e eu fazia isso sempre, com a angústia, ou com a dor, ou com as trevas.....
Não entendia porque outras pessoas não conseguiam transformar seus sentimentos, e esses sentimentos ao longo do tempo se tornavam pedras poderosas que impediam o caminhar destas pessoas....
Eu conhecia o Amor desde Sempre.... Vindo desta presença ao longo da minha VIDA.  Nunca estive só. E sabia que o meu lugar era outro, além do lugar onde estava, muito além deste lugar.... 
O AMOR me vinha com suavidade, alegria, amizade, estava em minhas mãos, que tocava outras mãos, e na alegria com que eu olhava a dificuldade de alguém, e podia indicar um jeito. E o contentamento ia passando de mim ao outro, e do outro a mim, e assim sucessivamente.... Meus amigos acabavam me reconhecendo.... Me reconheciam através deste jeito de ser, e me chamavam nas ruas enquanto eu passava... eles eram iguais a mim e eu iguais a ele....
Jogávamos bola, e muito era dito a respeito da vida de cada um de nós, dividíamos nossas dificuldades, e nossa alegria, e cada um trazia um bocado de alguma coisa, e isso era partilhado.... 
Existiam segredos, segredos de amizade, segredos de amor, segredos de pequenas descobertas e novidades, e esses segredos guardava em meu coração...
Meus amigos, de meninos tornaram-se homens, e continuavam sorrindo ao me ver passar com a bola, ao lado de bichos, cantando,  sorrindo, e sabiam sempre que eu estava indo de encontro ao meu destino, por isso me RECONHECIAM POR MEU NOME,  nas COISAS QUE FAZIA....

E ASSIM FOI, E ASSIM ESTÁ SENDO, E ASSIM SERÁ..... 



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A COMPOSIÇÃO DO BEIJO (36) - DENISE FRANÇA

Curitiba, 18 de dezembro de 2012.

"ENSAIO DE LUZES" (FICÇÃO):   texto dedicado ao Doutor FLÁVIO GIKOVATE.

INSPIRAÇÃO 36ª: amor

FINAL FELIZ. Todo amor quando vive é feliz. Uma composição a quatro mãos, daquele encontro onde dois seres fundem o ouro de um ao outro, são capazes desta alquimia maior, deixando o corpo absorver sem medo as emoções e sensações do encontro e da presença. Somente a presença efetiva do ser produz o amor,  somente o amor quando vive, liberta este ser de qualquer temor.

Tranquilamente este manto se estende sobre a nudez do corpo, onde os amantes se encontram adormecidos, cansados e satisfeitos. Todo amor quando vive é feliz. Este corpo já é o decalque de uma unidade: a alma. 

O amor não vive de aparências, vela todos os dias e todas as noites seu próprio segredo. As águas dos amantes correm, modificam as camadas mais longínquas do globo terrestre, se transformam no amálgama profundo. Nada no amor é fugaz e vão, Os pensamentos elaborados, as emoções que causam prazer, o arrepio da pele, os cabelos ao vento, esta face não é mais antiga, ou distante, mas imemorável e por isso NOVA. 

Tão nova, boa e para a responsabilidade do sempre. 

Segura os meus seios com as tuas mãos, aflige o meu coração com a tua vontade, tenho a vontade sempre de sentir no meu mais longe a possibilidade do teu preenchimento. Deixa eu beijar mais uma vez tua pálpebra cansada de escritor, na leitura de tudo e de todos, profana e inesperadamente sagrada. 

Deixa eu sentir a tua boca, o teu hálito, teu gosto e a procura da tua língua absorvendo a última palavra, e a primeira também. A minha chave pertence a você e quando você abre esta porta, encontra o meu espaço livre de todos os preconceitos ou impedimentos. 

Somente a tua carícia e ternura chegam a esse momento maior de entrega. Ninguém nunca disse tanto com os olhos como tudo aquilo que tenho escutado no brilho de sua chegada, e na lividez da tua partida.

Inequívocas, as ondas de nós dois não param de passear sobre os lençóis, formando dunas e oásis infinitos... E em cada escansão, abrem-se novos ritmos e poderes como se ali se movimentassem arquétipos e dependesse de nosso amor o resto do mundo...

 

domingo, 16 de dezembro de 2012

O QUE PAIRA SOBRE O NATAL - DENISE FRANÇA

Curitiba, 16 de dezembro de 2012.

TEXTO DEDICADO AO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE:  PORQUE ELE ESCUTA....

Sobre o Natal, quem sabe na franja do Natal, paira um saber não fazer, ou não dizer, ou fingir.

FINGIMENTO: quando uma pessoa quer nos convencer sobre algo que ela própria não acredita...

PRESENTES: no centro de Curitiba, na RUA XV, ou RUA DAS FLORES, como queiram, as lojas dos turcos e árabes estão repletas de tudo e de todos... OFERTAS, compra-se barato um retalho que recobre a falta de amor, a impossibilidade de ser anônimo...

Os nomes dos presentes, "para meu filho, minha filha, minha mulher, minha sogra, meu genro, meu marido, minha chefe.... Se ele não gostar, vai gostar ainda menos de mim....  Preciso que o presente valha uma RESPOSTA...".

Euforia, apelo, celulares top e pouco a escutar, notebooks raros e nenhum destino, carros caros sem freios, donas de nada compram tudo, homens poucos bebem o resto no gargalho da memória, voltam meninos mijões em culhões...

As crianças de rua, esperam o PAPAI-NOEL, as crianças nômades que descem das favelas sobre os grandes centros urbanos, esperam a chegada do PAPAI NOEL, e longas mãos brancas podem trazer aquela BOLA DE FUTEBOL...

Meu Deus, a BOLA DE FUTEBOL até eu queria, redondinha, pronta para um chute, uma bicudona... Estou com essas crianças, todo NATAL, espero a bola de futebol, as ruas de barro, a pelada a chute de coragem, a gritaria atrás da bola na linha do gol....

É POSSÍVEL... 

Nem remorso e nem culpa, me pedem para fazer tudo....  Cansada no final do dia, meu corpo cansado se solta, e a minha vontade de amor se assoma à alegria de muito homens queridos de hoje  e de ontem, e um outro homem mora na minha vontade e me traz um gratuito tesão sobre a realidade....

Aonde ando, aos quatro cantos a MESMICE DESTA DATA, mas meu Deus, o raro prazer, levo comigo e escapo de todas as derrotas, frustrações, decepções, depressões, e aterrizo com um para-quedas num puf puf puf puf de muitas coisas lindas, simples, coerentes, amigas, sorrisos, olhares, abraços, risos, encontros, mãos, sonhos, nossa, isso é o MEU NATAL.... FELIZ.

Para esse NATAL FELIZ, assim abro meus braços em linha, e tenho VOCÊ da mesma forma, abraçado a ISSO. 


EU TE AMO. FELIZ NATAL!!!




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A COMPOSIÇÃO DO BEIJO (35) - DENISE FRANÇA

Curitiba, 07 de dezembro de 2012.

"ENSAIO DE LUZES" (FICÇÃO): TEXTO DEDICADO AO DOUTOR GIKOVATE.

INSPIRAÇÃO 35ª:   PRATA.


Meu amor, você vive em mim.... Hoje o céu está azul, e o verde da primavera fica ainda mais verde em contraposição ao azul.... A minha felicidade é tão grande, meu amor... Lembro do teu sorriso, dos nossos incansáveis beijos, do teu olhar acompanhando meu andar... O brilho do sol refletido nas águas do mar, todas as manhãs, as gaivotas descendo sobre a areia, atentas, responsáveis dentro desta composição de amor, formam outro espelho...
Todos os modos da vida se manifestam, coerentes com a tua presença  Sem exaustão, sem descanso, as mínimas coisas tornam-se essenciais umas as outras, em razão da diferença, em razão do tempo... O benefício de tudo,  o extrato e a essência... O cheiro da tua pele, o mais profundo dos teus olhos, cada nova possibilidade de enxergar e alcançar você...
Meu amor, você  vive em mim... Mesmo as lágrimas que brotam desta saudade desistem, caem ou se transformam... Para o nosso amor não há medo ou oposição que caiba, nos encontramos no pássaro que circunda nosso vôo.

E achamos sempre muitas metáforas capazes....

As vezes finjo que me esqueço de você, só para lembrar....

O seu tom de cortesia quando me encontrou outro dia, ao acaso, e brincou fingindo não me conhecer....  Isso me deixou profundamente excitada, não tive nenhum constrangimento em dizer... Olhei você com a mesma vontade de outrora, teus olhos me buscaram, me acusavam de desperta-lo... TOQUEI em seu ombro,  perguntei se havia melhorado... Percebi, você não se afastou, seus olhos brilharam e eu entendi a mensagem...

Signos que passam, trafegam... E logo tudo se fez presente, absolutamente entre nós, apesar de nós... Mais forte o que provocamos um ao outro, imantamos uma pedra, seguramos com as mãos um líquido que pertence a nossa aliança, simplesmente fazemos sentido e significamos nosso nome quando nos reencontramos, e todas as vezes é única a tua presença.

Nada igual a isso.



Uma breve e suave brisa aterrizou em mim. Olhei a cortina, parece que via a felicidade: através da janela não podia separar mais o amor de você.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

FIM DE ANO: HORA DE FAZER UM BALANÇO DE NOSSAS VIDAS - DENISE FRANÇA

Curitiba, 10 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO TEXTO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE:  Fim de Ano: Hora de Fazer um Balanço de Nossa Vida.

Minha nova idade chega dia 1º de janeiro. Completo 48 anos de idade, embora tenha vivido este ano todo, entendendo que já estava com 48 anos....hahahaha.....

Ontem estive numa confraternização com os amigos do curso de teatro...  Saí de lá agradecida, porque grande parte da minha alegria este ano foi a companhia destes jovens... Agradeço imensamente a companhia de muitas pessoas, o carinho que sentem por mim, e o reconhecimento, me tratam com respeito e admiração....

Materialmente eu não tenho a oferecer a ninguém, isso já faz um bom tempo. Não tenho como dar presentes no Natal, nem presentes e muito menos presentes caros.... Sinto muito às pessoas da minha família, mas não posso retribuir.... 

Durante o ano eu não conquisto coisas materiais, DOUTOR E AMIGO GIKOVATE, eu o considero um grande amigo, como se você e eu estivéssemos sentados, conversando....  Não, não são coisas materiais que conquisto.... Aliás, todos os anos, o meu empenho continua sendo neste sentido, produzir, criar, estudar, conviver ao lado de tantas pessoas quanto possível, de todos os tipos, amando o ser humano, sendo útil no que for preciso, estando à disposição, escutando, acompanhando, crendo, e outra vez e ainda mais uma vez, amando...

O meu SUCESSO, Doutor e amigo Gikovate, vem de observar um sorriso verdadeiro, um abraço sentido, um sonho que começa a nascer e aponta no horizonte, o meu jardim, meu quintal, com minhas amigas de focinho, verde, as árvores, os pássaros, a memória viva de meu querido e muito amado avô....

Não me sobra tempo para pensar em coisas materiais, porque o que dou às pessoas, é OUTRA COISA. Não sei se todas as pessoas que convivem comigo percebem, mas eu procuro dar outra coisa, AMOR.  A minha amizade é verdadeira, desinteressada, e o meu amor, AMIGO.

A maior tristeza, com a qual eu também tenho convivido há muitos anos, é a distância efetiva de meus sobrinhos, que vivem em meu coração enquanto filhos do meu amor, e a quase incapacidade dos familiares reconhecerem as coisas que vivo e as coisas que faço....
Enfim, as tristezas existem, mas a Alegria proveniente do meu trabalho, esforço, dedicação, cuidado, zelo e amor, são PRESENTES, E MATERIAIS.... 


Impossível não ver o AMOR, como um sentimento que se CONCRETIZA nas coisas realizadas, e feitas....

Eu espero que meus textos, ou alguns deles, tenham sido lidos pelo senhor....  Pensar em você, DOUTOR GIKOVATE, como um amigo, uma pessoa próxima, alguém que se avizinha dos meus pensamentos acerca da vida, dos meus questionamentos, enfim, alguém que faz uma LEITURA DA VIDA, isso me anima a escrever, e continuar escrevendo.....  

Não me sinto sozinha por não ter um COMPANHEIRO AO MEU LADO....  Fazer o quê, coisas da vida. Eu suporto a solidão, como ninguém mais....  E sigo em frente, todos os dias, SOZINHA. 
Cumpro esse caminho todos os dias, não descubro atalhos em minha vida, faço longas jornadas de reconhecimento do ser-humano, respeito as pessoas, brigo pela justiça, alimento sonhos, coloco e retiro gente de sua tristeza.... 

A minha vida diária, no serviço doméstico incansável, se confunde com a vida de todo mundo, da miséria, da pobreza, e assim deve ser, e assim eu quero que seja. EU SOU UMA PESSOA SIMPLES. 

SIGO TODOS OS ANOS EM FRENTE.  

DENTRO DE MINHA ALMA, DOUTOR GIKOVATE, EXISTE AMOR, AMOR SATISFEITO, AMOR REALIZADO, AMOR SEM FIM.  A MINHA ALMA, MEU CORAÇÃO ESTÃO ABERTOS, ESTÃO EM COMUNHÃO E PARTILHA.... 

Não sinto medo dos finais de ano, do meu aniversário sozinha comigo mesma, dos dias de mãe solitários..... NUNCA VI ALGUÉM COM TANTA CORAGEM COMO EU..... hahahahaha.

TUDO HÁ DE VIR, TUDO PODE SER.... 

DOUTOR GIKOVATE, EU ESCUTO O SENHOR, SINTO A SUA PRESENÇA NA MINHA VIDA, GOSTO DE TUDO AQUILO QUE O SENHOR ESCREVE E FALA.... E LHE DESEJO ALEGRIA, SAÚDE, TRANQUILIDADE, TERNURA, AMOR, AMIZADE....

UM GRANDE ABRAÇO, E UM BEIJO PROFUNDO.



AMOR E AMIZADE



sábado, 8 de dezembro de 2012

AS VÁRIAS FACES DA MENTIRA - DENISE FRANÇA

Curitiba, 08 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO TEXTO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE: "AS VÁRIAS FACES DA MENTIRA".


Eu faço curso de teatro. Começei este ano, o convívio com os jovens, e outras pessoas me torna feliz, viva, alegre, disposta e criativa. 

Não estou fazendo o curso de teatro com a intenção de ser uma atriz, ou buscar o sucesso, coisas do tipo. Eu tenho 48 anos de idade, e o teatro é uma manifestação artística que ocorreu em mim a pouco tempo atrás, quando fui convidada para fazer um curta metragem, gostei da experiência, e não tenho dificuldade nenhuma de criar um personagem e representar.......

 A elaboração de um personagem passa por vários processos.... O ator tem dois instrumentos, o corpo e a voz, transforma as características de seu corpo, ou da sua voz, trabalha a psiquê de seu personagem, e cria sua formatação... 

Li o texto do Doutor Gikovate, quando falou nas facetas da MENTIRA, no dia a dia, no teatro do mundo.... Sem dúvida alguma, concordo plenamente.... Algumas pessoas chegam a tais níveis de mentira que não conseguem mais reconhecer a si mesmo....

A ESQUIZE do sujeito, suas inúmeras identificações, o controle social, a massificação, o consumismo, exercem um poder muito grande sobre a pessoa.  A impossibilidade de expressar suas dores, seus sofrimentos, suas angústias, ansiedades, alegrias, e uma postura quase sempre funcional no mercado de trabalho em razão da competitividade, do status, fazem com que a pessoa não encontre meios de expressão, lugar e espaço para ventilar o SER. 

Eu recomendo: façam teatro... Não no dia a dia, mas teatro, como arte, como expressão corporal, como desconstrução e construção, como elemento de integração e relação interpessoal, humana... verdadeiramente falando.... 

É uma forma maravilhosa de contato consigo mesmo e com outras pessoas....  A MÁSCARA que usamos no dia-a-dia,  esta foi uma das primeiras intervenções do professor LAU BARK, a primeira roda de bate-papo...

ISSO me faz lembrar um texto bem antigo, onde falei sobre a PERSONA. E escrevi esse texto lembrando de uma obra "Cyrano de Berjerac"

A primeira mentira, será que as pessoas lembram de sua primeira mentira?! Em que situação, por quais motivos???  Pois é...   A virtude e a mentira.... 

Diante dos outros, do critério de julgamento dos outros, dos olhos que avaliam nossa postura, nos apresentamos.... Eu me apresento, meu nome: DENISE FRANÇA. Tenho 48 anos de idade, sou sózinha. Não tenho bens materiais.  Nem cartões de crédito, nem conta no BANCO, nem possibilidade de aposentadoria, fiz voto de  pobreza..... E assim por diante.

No primeiro encontro, seja social, com uma nova pessoa, a primeira pergunta: O QUE VOCÊ FAZ, DENISE?????

Costumo responder:     Sou uma pessoa muito simples, faço muitas coisas....

E diante desta resposta, LOGO VEM A DESCONFIANÇA....   (hahahaaha). 

Meus queridos, eu ao contrário da grande maioria, não posso mentir, não sei mentir, e tenho pena de quem mente, eu sou aquela que sou.... Me reporto a vocês exatamente desta forma diária, sem precaução, sem falsa modéstia, sem melancolia ou piedade de minha condição. 

EU SOU ISSO. 

Não minto, é verdade. Mas sei me conduzir em qualquer situação, quando percebo  certas artimanhas de pessoas,  quando percebo algumas intenções, muito pouco amáveis, e por aí adiante...  Eu aprendi com a vida....  

Essa maleabilidade no trato com os outros, não é mentira.  É futucamento na alma humana mesmo.... E porque não dizer, na miséria humana.... Porque eu percebo o ESFORÇO DESMENSURADO de algumas pessoas, para se fazerem de ouro onde só existe pó de barro...

Ora, meu Deus, seria crível que eu dissesse, sou psicóloga, sou psicanalista, sou desenhista, sou informaticista, sou romancista, sou poeta, sou escritora, sou romântica, sou domesticamente impossível, sou selvagem, sou artística, sou impossível, sou amante para sempre....

EU SOU AQUILO QUE FAÇO NO DIA-A-DIA.....  Talvez não dê nenhum crédito, e nem inúmeras amizades, e nenhum amor para sempre.... ISSO É A VIDA... Não posso fazer nada  pelos outros, faço por mim mesma,  aposto naquilo que acredito....

EU SOU AQUILO QUE FAÇO TODOS OS DIAS. A MINHA CONSTRUÇÃO É INCANSÁVEL, DIÁRIA, HUMANA, POSSÍVEL E IMPOSSÍVEL, FEITA DE VIDA, RESSURGIMENTO, IGNORÂNCIA, VONTADE DE SABER, DESEJO, TERNURA, ESCÂNDALO, OUSADIA, ALEGRIA, ESPERANÇA, AMOR, AMOR, AMOR, AMOR,  EU SOU EXATAMENTE ISSO QUE FAÇO DE MIM TODOS OS DIAS.... 

NÃO TEM JEITO, JÁ TENTEI SER OUTRA COISA, AQUILO QUE OS OUTROS QUERIAM, NÃO TEVE JEITO.... NÃO FOI POSSÍVEL, É PERDA DE TEMPO.....

E, no final da tarde, em sua casa, o MENTIROSO OLHA NO ESPELHO E DIZ, ENGANEI TODO MUNDO....  Enganou a si mesmo, assassinou a possibilidade da novidade, o ressurgimento da voz, a alegria de ser qualquer coisa, uma simples coisa, até mesmo a possibilidade de ser um imbecil, um panaca, um idiota...  Assassinou uma inspiração de vida,  como um sorriso de reconhecimento.... 

INSPIRAÇÃO DE VIDA:





















quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PORQUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL (02) - DENISE FRANÇA

Curitiba, 06 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO VÍDEO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE: PORQUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL

Um dos meus  jogos preferidos quando criança, o "jogo da memória" e "guerra naval".  Penso que este espaço da memória e tudo o que diz respeito a ela, sua correlação com o tempo, tem a ver com a escanção espaço-tempo, sendo o "silêncio" um tempo lógico. 

O que me faz pensar que não envelhecemos....

O que nos dá a sensação de ficarmos mais velhos, o amadurecimento, o pretendido amadurecimento.... O nosso corpo se  transforma, experimenta outras possibilidades, enfraquece, e depois morre. Mas o amadurecimento, não tenho percebido isso nos seres-humanos, em nada vejo como característica da vida "adulta", o amadurecimento, ou responsabilidade. E muito menos vejo que uma pessoa de 90 anos tenha adquirido maturidade em razão de sua experiência de vida.... 

Existem pessoas jovens com uma experiência de vida maravilhosa e fecunda em todos os sentidos.... E outras pessoas, com mais de  70 anos repetindo incansavelmente  a impropriedade da vida, a mesma lástima, etc e tal....

A RIGIDEZ PSICOLÓGICA DE ALGUMAS PESSOAS, É INCRÍVEL!!!

Esta rigidez psicológica nos dá a impressão de que a pessoa simplesmente não escuta mais nada.... Vive dentro de uma realidade, acrescenta personagens a esta realidade, e simplesmente não há possibilidade de diálogo, conversa. Repetem os mesmos clichês a vida toda, culpabilizam outras pessoas por seus fracassos, tudo aquilo que vem dos outros tem "defeito".... E viver ao lado de alguém assim, é simplesmente insuportável....

Existem outras pessoas, incrivelmente lindas, nos dá prazer a presença destes seres, olhar, escutar, apreciar o que dizem, a maneira como conduzem suas vidas, a capacidade de receber o outro, o carinho, a afabilidade no trato com todos....

Quando digo que uma pessoa é sensível, me refiro à abertura de pensamento, logo, a sua capacidade de receber novos contextos de vida, outras realidades, sem arrogância, sem preconceito. Ousadia em transformar, criar... 

A vida  se manifesta todos os dias em todos, independentemente da idade, raça, credo, opção sexual, seja lá o que for.... A VIDA SIMPLESMENTE SE MANIFESTA!!!
Acordar todas as manhãs, é outro dia... O aproveitamento de fatos isolados deste dia, fazer uma caminhada, observar as pessoas, seus tipos, formas, jeito, olhar, tudo isso já nos acrescenta muito, com o despojamento necessário para não fazer críticas, ou julgamento da "aparência" do outro. 

Percorrer outro caminho, ao invés do habitual... Ficar mais um pouco antes de ir embora, ou chegar bem antes, do encontro marcado... Torno a dizer: tudo isso nos acrescenta muito...  

Para isso, não há necessidade de uma condição social, ou status,  simplesmente a vontade de experimentar e   se dispor a perceber o outro. Cada dia se torna mais sensível, quando aguçamos esta aproximação, e aprendemos e praticamos este exercício de descrever em nossa mente, tudo aquilo que vimos, os traços, o efeito daquela conduta sobre o nosso ser, o significado daquela forma de agir sobre nós. E esse DIÁRIO se torna ainda mais interessante, quando nos propormos a escrever, decodificar tal e qual realidade....

O retorno disso,  aguçar a consciência daquilo que percebemos, como percebemos o mundo, expandir nosso nível de captação, e finalmente admitir o óbvio: a prepotência em considerar que somos absolutos na nossa forma de pensar e determinar caminhos....


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PORQUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL - DENISE FRANÇA

Curitiba, 05 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO VÍDEO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE : PORQUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL

Passei um bom tempo refletindo sobre isso: "O amor é um sinal, de que mudamos de discurso"... 

FALAR E ESCUTAR.  Quando eu tinha 17 anos de idade, li um livro: "Cartas a um jovem escritor" (Rilke). Falava sobre a poesia, e o estado poético, falava coisas importantíssimas, e falava sobre a necessidade do silêncio....

Aproveitando isto, a leitura deste livro, e mais minha experiência de vida, eu digo:  ANTES DE FALAR E ESCUTAR, VIVER A EXPERIÊNCIA DO SILÊNCIO.

 Nessa época, eu já escrevia, poemas. E minha relações com as pessoas eram fecundas, e profundamente sensíveis.... Estava apaixonada por um escritor, e conversava muito com amigos que escreviam e liam... Por isso, resolvi fazer esta experiência pessoal, ficar em silêncio, por algum tempo. E fiz. Fiquei em silêncio por 6 meses, apenas cumprimentava as pessoas, fechei o meu bico, e escutava.... Surpreendentemente, tudo mudou mesmo... (hahahaha....).

As pessoas achavam que eu estava triste, porque não falava... E isso não era verdade, eu estava vivendo este silêncio maior dentro de mim.... 

Descobri muito mais sobre os recantos de nossa alma, e apreciei muito mais aquilo que ouvia. Descobri as nuanças das palavras, os tons, e tudo aquilo que a natureza me oferecia, os sons, os ruídos, etc.

Descobri outros sentidos, agucei novas percepções.... 

Eu diria que o ser humano de um modo geral vive num patamar muito primário de percepção.... E por isso também lhe é tão difícil perceber o outro ser-humano com mais sensibilidade e entusiasmo.  O que se diz normalmente são palavras esvaziadas, palavras colocadas e ditas para preencher este medo de si mesmo, medo da vida. Como um balde cheio de água, ou quando se diz: uma tormenta de palavras....  

É necessário irmos de encontro a esta primeira parede e ultrapassarmos e vivenciarmos este silêncio, para só então encontrarmos um significado, um sentindo, uma palavra plena. 

Mal as pessoas conhecem aquilo que se passa consigo mesmas, querem compreender um universo paralelo, ou pior, julgar e analisar algo que vem de outra pessoa. 

Eu não me preocupo muito com A VAIDADE DAS PESSOAS, quando me refiro a elas, ou quando digo o que penso, me preocupo com A VIDA. Mas eu entendo a sutileza desta colocação, vinda assim de um homem com tanta ternura e meiguice como o DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE.

A aproximação com a nossa própria realidade, e portanto verdade, com o nosso destino, com a nossa razão de ser, nosso lugar, enfim, com tudo aquilo que diz respeito a nossa EXISTÊNCIA AQUI NESTE MUNDO, pressupõe que sejamos mais atenciosos no trato com as demais pessoas. 

Do contrário, quando estamos aí, neste patamar de superficialidade ou este patamar DEFENSIVO, não conseguimos ter um relacionamento humano satisfatório, não conseguimos estabelecer vínculos sinceros e compromissos reais. Falamos dos  outros, falamos das novelas que assistimos, falamos daquilo que compramos, falamos daquilo que o outro possui, e não precisamos ir adiante.... 

Tampar o sol com a peneira,   insistência DEFENSIVO-REATIVA.....

Os canais de percepção assim sendo se encontram tapados, fechados, tamponados. Nada sai e nada entra.  

Ninguém nunca se perguntou, mas é neste nível onde as pessoas costumam exigir e cobrar dos outros....  A exigência, a cobrança, o autoritarismo, a ordem, enfim, funcionam neste momento....  Posso qualificá-lo assim, o nível da exigência e da culpabilidade, imaginem então a qualidade de relacionamento específico a este  patamar...

Quando avançamos mais um pouco no conhecimento de si mesmo, e na percepção, observamos que logo atrás desse nível de exigência e culpabilidade, existe outro, onde funcionam os pensamentos, tentativa de organizar, logicizar tudo aquilo que pertence ao mundo das percepções... 

Existem muitas pessoas, reativas, que organizam seu mundo particular neste nível, tudo muito bem organizado, limpo, sem possibilidade de erro. E, ao contrário, a vida mental de uma pessoa assim,  quando entra em colapso, são pensamentos críticos, punitivos, de autodestruição, que invadem e povoam toda a sua mente.... Sequer a pessoa pode dar um passo, sem questionar esse simples gesto.... Perdem a naturalidade no trato com as pessoas, o comportamento e sua conduta gira em torno de regras,  etiquetas, modelos.  

Tortura mental.... 

E assim sucessivamente, ao ultrapassar esse graus, ou patamares de percepção, vencemos essa corrente avassaladora que determina uma forma específica de codificação das coisas que percebemos...  

ESCUTAR NÃO É TÃO SIMPLES QUANTO PARECE À PRIMEIRA VISTA... 

Para algumas pessoas, o silêncio e a solidão são a antecâmara da LOUCURA.... o medo de encontrar um "outro"  ao se olhar no espelho de manhã cedo.... hahahahaahhahahahaha..... Na verdade, isso que somos nesse momento primitivo não é nada mais do que uma CONSTRUÇÃO ALHEIA..... Sinto muito dizer isso, mas é assim mesmo.... E só podemos nos aproximar de outro ser-humano, à medida que construímos e nos desalojamos desta VELHA IMAGEM... 

Senão, a tendência é a especularidade: projetamos sempre, idealizamos, comparamos, convertemos esta imagem primitiva deste filhote humano no outro... Nesse sentido, a COMUNICAÇÃO é fragmentada,  ou não há comunicação, apenas entregamos e recebemos pequenos despojos de nós mesmos....



A ESPIRAL DE FIBONACCI






segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

RESPEITE O MEU DIREITO DE NÃO QUERER TE OUVIR OU VER - DENISE FRANÇA

Curitiba, 03 de dezembro de 2012.

COMENTÁRIO AO TEXTO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE:  RESPEITE O MEU DIREITO DE NÃO QUERER TE OUVIR OU VER.


Falar e ouvir, estar presente....  Diga, eu te escuto. Será realmente?!  A presença de alguém em nossa casa, é bem-faceja?!

COMO EU SOU:  Eu não costumo visitar as pessoas, e muito menos invadir a sua privacidade.  Quando sou convidada, eu vou, outras vezes não tenho a menor vontade de ir. 

Por que?! Depende muito da pessoa em questão. Não sou anti-social, mas eu não gosto de festas familiares, ou aniversários onde existe aquela fofoquinha básica....  E aqueles comentários com primeiras, segundas e terceiras intenções....  Eu não consegui gastar o tempo da minha vida, na frente da televisão, ou numa mesa, ouvindo pessoas sem a menor vontade de tornar a conversa sensível e substancial.... 

No entanto, com outras pessoas, possa ficar longo tempo conversando e trocando ideias, porque são pessoas legais, sensíveis, amáveis, e que me respeitam....

A MINHA SENSIBILIDADE EM RESPEITAR O ESPAÇO DOS OUTROS, CHEGA A TAL PONTO EM QUE O OUTRO MAL COMPREENDE. 

Existem familiares que dizem: "Denise, você nunca foi na minha casa..... Você não gosta de mim."  Você não frequenta os aniversários da família.... E coisas do tipo.  

Eu vivi com um homem por 13 anos... Tanto eu e ele, já estávamos de saco-cheio de ir nos aniversários....  Festas familiares que não paravam mais.... aniversário, jantar, almoço aos domingos.... 

Eu sou assim....  Não dá para gastar o tempo da minha vida, usando uma tarde inteirinha para ficar escutando balelas e fofocas... Não gosto disso.

E outra coisa, ao contrário da maior parte das pessoas da família, que usam seu tempo para não fazer muita coisa.... Eu uso todo o meu tempo, para fazer bastante coisa produtiva... E, quando chega o final de semana, estou tão cansada, que prefiro ficar na companhia das minhas amigas de focinho, na tranquilidade do quintal...  Ouvir música, andar, escrever, etc e tal.

EU DIGO: NÃO ME PEÇAM QUE EU USE O MEU TEMPO DE VIDA GRATUITAMENTE, E ESTUPIDAMENTE ENCHENDO O SACO DE OUTRAS PESSOAS, OU FAZENDO FOFOCA DELAS..... VÃO PERDER O TEMPO ESPERANDO QUE EU SEJA ASSIM...

Sinto aversão a FOFOCAS E A PESSOAS QUE PUXAM O SACO UMA DAS OUTRAS EM RAZÃO DE INTERESSES MATERIAIS....

Durante o ano todo, passo a maior parte do meu tempo, SOZINHA  E muito bem acompanhada.... Não me relaciono com as pessoas para SUPRIR uma carência própria... Me relaciono com as pessoas em tom de respeito, e compromisso.  Mesmo os meus relacionamentos afetivos, são desvinculados de LAÇOS DE DEPENDÊNCIA...

Quando o sujeito resolve ir embora, vai. Isso vale para amigos, e para namorados... Quer ir, vá. E se percebo um relacionamento mentiroso, falso, doentio, não levo adiante.... 

POR TODAS ESTAS RAZÕES TALVEZ EU SEJA MUITO MAL-COMPREENDIDA PELAS PESSOAS....   Mas isto não é problema meu.... Costumo avaliar um relacionamento, com muito carinho, respeito e atenção... De modo que as más ações, não escapam do meu campo de visão.... E provavelmente os enganos e mentiras, são percebidos com bom-senso e lucidez....

O MEU CORAÇÃO É RECEPTIVO A TODA GENTE, DESDE QUE HAJA RESPEITO MÚTUO....



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ao Vivo | cpfl cultura

Ao Vivo | cpfl cultura

COMO LIDAR COM O DESAMPARO E A INSIGNIFICÂNCIA CÓSMICA - DENISE FRANÇA

Curitiba, 30 de novembro de 2012.

COMO LIDAR COM O DESAMPARO E A INSIGNIFICÂNCIA CÓSMICA:   TEXTO DO DOUTOR FLÁVIO GIKOVATE.

COMENTÁRIO

Continuo lendo os textos do Doutor Gikovate, e assistindo seus vídeos... Muito me alegra a similaridade de pensamento, as impressões do mundo e das pessoas.... É com bastante ternura, e muita admiração que recebo suas palavras, textos e vídeos....

A insignificância do ser-humano poderia ser bem menor. Os filhotes do homem necessariamente precisam de assistência desde o momento de seu nascimento, na gerência de suas necessidades vitais.... Posteriormente, o outro percebe que este filhote do homem lhe dá uma sensação de poder, na medida em que depende dele para sua sobrevivência, relação de dependência. E todas as fontes para suprir essa necessidade, que chegam por intermédio desta mão humana vem acompanhadas de sentimento, de sensações, de prazer-desprazer, caracterizando um modo específico de conduta que ao longo dos anos de torna um costume e cultura.

O filhote humano recebe tudo isso assim, sem poder verificar a procedência, a qualidade, a autenticidade, a nobreza de caráter e uma série de coisas. Mais tarde, mesmo na posse de consciência, de vontade, o filhote do homem se insere num outro grupo, o grupo social, e da mesma forma segue uma série de "REGRAS DE CONDUTA", e continua isento para analisar e verificar se essas regras são coerentes, produzem bem-estar para a sua vida ou não.

Infelizmente, a educação e o trabalho humano são vistos sempre num sentido ascendente de domínio e status, e por esse mesmo motivo, mesmo que um sujeito tenha a posse de muito conhecimento, esse conhecimento não relativiza as diferenças sociais, a injustiça e uma série de coisas.

Com o conhecimento, o aprendizado da técnica, do conhecimento tecnológico, etc, outros trabalhos são colocados como inferiores, o trabalho braçal, o trabalho doméstico, o trabalho artesanal.... Infelizmente, o ser-humano nesse sentido tem demostrado sua miséria e inaptidão para resolver grandes problemas humanos, e desconstruir as relações de dependência, onde há domínio de um sobre o outro....

Essa forma de conduta do ser-humano gera mal-estar social, em todos os sentidos. Qualquer pessoa que se sinta "inferior" a outra, sempre desenvolve ojeriza, e cria uma relação de hostilidade.  Aparentemente observamos que existe um sofrimento primordial na base das relações humanas, da cultura enfim.... Mas eu pessoalmente, desacredito disso. Outra forma de relacionamento humano é possível, devemos subverter os costumes, nos colocar à prova diária de tudo isso que nos serviu como educação....  Ousar transpor esses limites e verificar a possibilidade de outros.

Eu não acredito que o SUCESSO de uma pessoa seja verdadeiro quando para isso ela tenha que humilhar outras pessoas, dominar e oprimir.... 




RELIGIÃO CIÊNCIA 

"Todas as ações e todas as imaginações humanas têm em vista satisfazer as necessidades dos homens e trazer lenitivo a suas dores. Recusar  esta evidência é não compreender a vida do espírito e seu progresso. Porque experimentar e desejar constituem os impulsos primários do ser, antes mesmo de considerar a majestosa criação desejada. Sendo assim, que sentimentos e condicionamentos levaram os homens a pensamentos religiosos e os incitaram a crer, no sentido mais forte da palavra? Descubro logo que as raízes da idéia e da experiência religiosa se revelam múltiplas. No primitivo, por exemplo, o temor suscita  representações religiosas para atenuar a angústia da fome, o medo das feras, das doenças e da morte. Neste momento da história da vida, a compreensão das relações causais mostra-se limitada e o espírito humano tem de inventar seres mais ou menos à sua imagem. Transfere para a vontade e o poder deles as experiências dolorosas e trágicas de seu destino. Acredita mesmo poder obter sentimentos propícios desses seres pela realização de ritos ou de sacrifícios. Porque  a memória das gerações  passadas lhe faz crer no poder propiciatório do rito para alcançar as boas graças de seres que ele próprio criou.
A religião é vivida antes de tudo como angústia. Não é inventada, mas essencialmente estruturada pela casta sacerdotal,  que institui o papel de intermediário entre seres temíveis e o povo, fundando assim sua hegemonia. Com frequência o chefe, o monarca ou uma classe privilegiada, de acordo com os elementos de seu poder e para salvaguardar e soberania temporal, se arrogam as funções sacerdotais. Ou então, entre a casta política dominante e a casta sacerdotal se estabelece uma comunidade de interesses.
Os sentimentos sociais constituem a segunda causa dos fantasmas religiosos. Porque o pai, a mãe ou o chefe de imensos grupos humanos, todos enfim, são falíveis e mortais. Então a paixão do poder, do amor e da forma impele a imaginar um conceito moral ou social de Deus. Deus-Providência, ele preside ao destino, socorre,  recompensa e castiga. Segundo a imaginação humana, esse Deus-Providência  ama e favorece a tribo, a humanidade, a vida, consola na adversidade e no malogro, protege a alma dos mortos. É este o sentido da religião vivida de acordo com o conceito social ou moral de Deus. Nas Sagradas Escrituras do povo judeu manifesta-se  claramente a passagem de uma religião-angústia para uma religião-moral. As religiões de todos os povos civilizados, particularmente dos povos orientais, se manifestam basicamente morais. O progresso de um grau ao outro consitui a vida dos povos. Por isto desconfiamos do preconceito que define as religiões primitivas como religiões de angústia e as religiões dos povos civilizados como morais. Todas as simbioses existem mas a religião-moral predomina onde a vida social atinge um nível superior. Estes dois tipos de religião traduzem uma idéia de Deus pela imaginação do homem.  Somente indivíduos particularmente ricos, comunidades particuparmente sublimes se esforçam por ultrapassar esta experiência religiosa. Todos, no entanto, podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isso o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico.
O ser experimenta o nada das aspirações e vontades humanas, descobre a ordem e a perfeição onde o mundo da natureza corresponde ao mundo do pensamento. A existência individual é vivida como uma espécie de prisão e o ser deseja provar a totalidade do Ente como um todo perfeitamente inteligível. Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos, que os maravilhosos textos de Schopenhauer nos ensinaram a decifrar. Ora, os gênios-religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que os hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis, Spinoza se assemelham profundamente.
Como poderá comunicar-se de homem a homem esta religiosidade, uma vez que não pode chegar a nenhum conceito determinado de Deus, a nenhuma teologia? Para mim, o papel mais importante da arte e da ciência consiste em despertar e manter desperto o sentimento dela naqueles que lhe estão abertos.  Estamos começando a conceber a relação entre a ciência e a religião de um modo totalmente diferente da concepção clássica. A interpretação histórica considera adversários irreconciliáveis ciência e religião, por uma razão fácil de ser percebida. Aquele que está convencido de que a lei causal rege todo acontecimento não pode absolutamente encarar a idéia de um ser a intervir no processo  cósmico, que lhe permita refletir seriamente sobre a hipótese da causalidade. Não pode encontrar um lugar para um Deus-angústia, nem mesmo para uma religião social ou moral: de modo algum pode conceber um Deus que recompensa e castiga, já que o homem age segundo leis rigorosas internas e externas, que lhe proíbem rejeitar a responsabilidade sobre a hipótese-Deus, do mesmo modo que um objeto inanimado é irresponsável por seus movimentos. Por este motivo, a ciência foi acusada de prejudicar a moral. Coisa absolutamente injustificável. E como o comportamento  moral do homem se fundamenta eficazmente sobre a simpatia ou os compromissos sociais, de modo algum implica uma base religiosa. A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte.
É portanto compreensível que as Igrejas tenham, em todos os tempos, combatido a Ciência e perseguido seus adeptos. Mas eu afirmo com todo o vigor que a religião cósmica é o móvel mais poderoso e mais generoso da pesquisa científica. Somente aquele que pode avaliar os gigantescos esforços e,  antes de tudo, a paixão sem os quais as criações intelectuais científicas inovadoras não existiriam, pode pesar a força do sentimento, único a criar um trabalho totalmente desligado da vida prática. Que confiança profunda na inteligibilidade da arquitetura do mundo e que vontade de compreender, nem que seja uma parcela minúscula da inteligência a se desvendar no mundo, devia animar Kepler e Newton para que tenham podido explicar os mecanismos da mecânica celeste, por um trabalho solitário de muitos anos. Aquele que só conhece a pesquisa científica por seus efeitos práticos vê depressa demais e incompletamente a mentalidade de homens que, rodeados de contemporâneos céticos, indicaram caminhos aos indivíduos que pensavam como eles. Ora, eles estão dispersos no tempo e no espaço. Aquele que devotou sua vida a idênticas finalidades é o único a possuir uma imaginação compreensiva destes homens, daquilo que os anima, lhes insufla a força de conservar seu ideal, apesar de inúmeros malogros. A religiosidade cósmica prodigaliza tais forças. Um contemporâneo declarava, não sem razão, que em nossa época, instalada no materialismo, reconhece-se nos sábios escrupulosamente honestos os únicos espíritos profundamente religiosos."

(ALBERT EINSTEIN - COMO VEJO O MUNDO)