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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O AMOR E SEUS DESNÍVEIS - DENISE FRANÇA

CURITIBA, 16 DE OUTUBRO DE 2014.



Já era tempo de entrar neste blog, escrever à vontade de escrever...
Já era tempo do AMOR, fazer-se amor, em sua prioridade original, amar mais...
Por isso, eu digo, do AMOR, PROCUREM em ESSÊNCIA, o MAR, delineiem as bordas do que não há, e ir a esta linha particular, O INFINITO.

Uma figura humana, somos humanos, qual a nossa compreensão do amor?!

Quando nos chega este sentimento, através disso: O ENCONTRO.
É preciso que haja este encontro com o outro, mas não qualquer encontro, e sim O ENCONTRO.
Só assim se produz o amor entre duas criaturas  humanas...

Mas o amor, é excepcionalmente, de outra NATUREZA, e a essa natureza, cabe um espaço particular aqueles que inciam este encontro, aqueles que ai estão inseridos....

Esse encontro além de falar sobre outra natureza, outra linguagem também faz parte deste colóquio amoroso.
A LINGUAGEM DO AMOR,  os olhares, o brilho no olhar, os traquejos, As entrelinhas, toda sorte de sensações, vibrações, só é compreensível pelos dois. Ninguém mais compreende. Não cabe no espaço do real cotidiano.
O AMOR, a promessa de amor, todos os dias carece de provações, comprovações, inspirações, tentativas, frustrações que beiram ao abismo, e no momento seguinte, ao sonho, esperança, a um moderno e contemporâneo SENTIDO DA VIDA.

Por que eu amo este homem????  E de repente eu vi, estava amando: é recíproco. E percebi a novidade no viver...
Amar esse homem é assim:
A sensação leve de ocupar o mesmo espaço do outro, não é uma invasão, é um comum acordo que vem de ambas as partes quando percebemos e sentimos este fluxo do amoroso.
A presença do outro que nos acompanha o dia todo.... Os sonhos, os sonhos noturnos, se realizam imediatamente no dia seguinte.
A pele do corpo do homem amado, amadurece todos os sentidos, o desejo principalmente. O prazer, a sensação de prazer que acompanha o estar ao lado do homem amado, de tocar e ser tocada.
Ininterruptamente, o desejo permanece...

O BEIJO. Beijar qualquer homem não é a mesma coisa que beijar o homem amado.
O primeiro beijo nos insere num outro campo.
Os lábios quando se tocam e se unem,  estabelecem uma ponte de comunhão. COMUNHÃO.
A partir desse momento, eu comungo do corpo e do espírito deste homem amado. E a recíproca é verdadeira.
Não estou falando de um amor qualquer, estou falando do AMOR.
Esta franquia do pensamento, sentimento, corpo, espírito, fica restrita aquela pessoa, não há possibilidade de outra pessoa usufruir desta franquia.
É assim feito o que se faz.

E isso não é  uma escolha pessoal, onde a razão modela sua ordem, ou a vontade... Simplesmente é a inclusão destes dois sujeitos no AMOR, que torna isso possível, que promove essa possibilidade.
A FRANQUIA PERMANECE SOMENTE ABERTA AO AMADO..

a PRESENÇA DO SER AMADO, é especial em todos os sentidos da palavra.  Cuidamos o amor, A ESPERANÇA, A TRANSFORMAÇÃO, O SENTIDO DA VIDA, A COLABORAÇÃO, O RESPEITO, A ACEITAÇÃO, A RESIGNAÇÃO, O SACRIFÍCIO, A RENÚNCIA, são os modos desse AMOR, quanto ao que dele é feito. Não dá pra fazer outra coisa do amor, só isso.

O GOZO DO SER.
O acesso a alma, ao espírito, só mediante o amor....
E lidamos com coisas impalpáveis, sensações, intuições, fluxo, energia, não dá para evitar esse gozo do ser.

TINHA DE SER, COM VOCÊ.