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sábado, 10 de março de 2012

MESSIAS VICENTE RODRIGUES - O CAPUCHINHO - DENISE FRANÇA

MESSIAS VICENTE RODRIGUES - O CAPUCHINHO

Curitiba, 09 de março de 2012.

FAROL DO SABER:  GIBRAN KHALIL GIBRAN

FREI MESSIAS VICENTE RODRIGUES. Conversamos rapidamente.... eu e o Messias. O CAPUCHINHO, jornal que ele criou nesta Paróquia das Mercês. Meu querido amigo, por volta de 1998.
Nesta época eu trabalhava na Loja de Sofás-Cama de uma amiga: Belas Épocas Decorações. Tinha recém saído do Colégio Freudiano de Curitiba., e os meus trabalhos, desenhos, me acompanhavam em todos os lugares. Em cerca de um ano, realizei 200 pranchas de desenho, para ilustrar os Seminários do meu amigo Helvídio Velloso de Castro Netto, psicanalista.
Enfim, eu estava ali, trabalhando, quando uma senhora entrou e me perguntou se eu não poderia oferecer alguma coisa como "prenda" para a Festa da Padroeira das Mercês. Como estava com os desenhos ali, eu ofereci a ela um deles, feito a nanquim, de Charles Chaplin... Uma tela grande. Ela gostou  da idéia, e eu desse que colocaria a molduta antes e depois, lhe telefonaria para pegar o quadro.
Ouvia a campanhia de minha casa, e fui atender. Um homem perguntou pela Denise França. Noa apresentamos. Frei Messias, pároco da Igreja. Enquanto colocávamos o quadro em seu carro, convidou-me para assistir e participar da Festa.
Eu fui. A Igreja dos Capuchinhos fica ao lado de minha casa. Mas as lembranças que tinha, eram lembranças da minha infância, em companhia do meu avô, caminhando juntos para as missas de Domingo.
Eu entrei na Igreja, estava cheia de pessoas, não havia mais lugar.... Olhei para o altar e quatro freis concelebravam, Frei Messias era o celebrante.
Olhei para o altar, uma lembrança bem longíquia reanimou meu espirito, e uma alegria profunda tomou conta de mim. Começei a cantar Ave Maria, acompanhando o tenor que cantava no altar. Não tive nenhum receio de parecer ridícula....
Tenho absoluta consciência do motivo de estar ali, e a emoção que senti. Decici continuar, e participar efetivamente daquele lugar, porque eu precisava estar ali.
Não me importam outras razões, o que me move se manifesta sempre desta forma. Presença e espírito.
Este é o meu lugar.
Aos poucos, o Frei Messias se aproximou de mim, com perguntas, e conversamos muito. Os Freis Capuchinhos são os meus confessores, sabem dos meus segredos. Frei Bonifácio  recebeu o meu voto de pobreza.
A espiritualidade, a manifestação e o sentimento de Deus, a experiência de Deus não acontece da noite para o dia. É preciso querer, sentir, despojar-se, coragem e ousadia. Nem sempre é a aquilo que imaginamos.
Frei Messias e eu, nos tornamos grandes amigos. E, entre outras coisas, começei a cantar no coral desta Igreja, e em outras tambem.
Os Capuchinhos são a grande revelação da minha vida. A vida espiritual, é a mais concreta entre todas as materialidades. Conversar com Deus, assim como sentir Sua Presença, faz parte do meu cotidiano, todo o meu coração, corpo, e mente estão envolvidos nisso.
Frei Messias também me revelou fatos e experiências de sua vida. Mesmo porque, ele já me conhecia há muitos anos, observara minha pessoas ali, no bairro. A simpatia aproxima as pessoas, e existe uma conexão no espirito que nos une ainda mais. A coragem deste homem é notória. Seu Destino é correlato ao meu. Existem coisas breves e coisas distintas na nossa vida. De coisas distintas participam pessoas especiais. E o Encontro entre duas pessoas, o verdadeiro encontro se dá desta forma: para movimentar muitas outras pessoas ao redor, para fortalecer e reviver algo estagnado.
Deste ano de 1998, até hoje, como disse Frei Messias: "Essa Igreja nunca mais será a mesma....". E eu assino embaixo.
Sou profundamente agradecida a ele e apaixonada pelos FREIS CAPUCHINHOS, onde mora meu coração. Essa é a minha MELHOR HISTÓRIA.

Assinado: Denise França

Carl Orff: Carmina Burana

quinta-feira, 8 de março de 2012

VOCÊ - DENISE FRANÇA





Curitiba, 08 de março de 2012.

VOCÊ,  A. MIGUEL A., o GRANDE:

Você que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais,
Você que um dia eu amei demais...
Você que ontem me sufocou de amor e de felicidade,
hoje me sufoca de saudade.
Você que já não diz pra mim,
as coisas que eu preciso ouvir,
Você que até hoje eu não esqueci.
Você que eu tento me enganar,
dizendo que tudo passou.
Na realidade é que em mim,
Você ficou.
Você que eu não encontro mais,
os beijos que já não lhe dou,
fui tanto pra você, e hoje nada sou.

Você que eu não encontro mais,
os beijos que já não lhe dou,
fui tanto pra você, e hoje nada sou......

VOU LHES CONTAR UMA HISTÓRIA DE AMOR, MIGUEL,
A SUA IGUAL A TANTAS OUTRAS.

COMO DIZIA ROBERTO CARLOS, muitas foram as emoções,
e a viajem foi em terra desconhecida.
Quando olhava para os teus olhos azuis, Miguel,
nossa, eu descobria ali todos os seus segredos.
Nossa....
E quanto mais eu olhava, mais eu me apaixonava.
E o incrível de tudo, você não precisava dizer nada mesmo.
Era o brilho dos teus olhos que tomava conta da minha vontade.

VOCÊ, de você é esta história que eu conheço,
a mais verdadeira, a mais rica,
aquela que não foi dita, MIGUEL.

Eu não consegui deixar de não gostar,
 e esperava todos os momentos,
pra olhar os teus olhos, e dizer, através dos  meus,
o que eu não podia dizer
em nenhum momento.

EU SABIA QUE VOCÊ, MIGUEL, ME AMAVA.
Das tuas outras vidas, dos teus comércios, das tuas navegações,
do teu poder, eu nada conhecia....
Porque eu olhava o azul dos teus olhos, e acreditava no
AMOR.

FOI TANTO AMOR QUE EU SENTI,
E SENTI MAIS AMOR,
NO AMOR QUE EU NÃO PODIA TE DAR.
E POR EU NÃO PODER TOCAR EM VOCÊ,
MIGUEL,
EU TOCAVA MESMO ASSIM....
EU SEI E VOCÊ SABE,
EU SEMPRE TOQUEI EM VC,
PROFUNDAMENTE.

EU NÃO SABIA DAS OUTRAS VIDAS QUE VOCÊ VIVIA...
E HOJE, tão difícil entender e compreender como pude
TE AMAR TANTO ASSIM.

e COMPREENDER,  o meu AMOR era ainda maior.
Porque hoje, sabendo das outras tuas vidas,
entendo que o meu amor foi SEMPRE MAIOR QUE TUDO.
MAIOR DO QUE O PODER DOS TEUS PODEROSOS,
A. MIGUEL A. O GRANDE.

Depois que ficamos sem nos ver,
uma vez ou outra eu te via, ali,
na Praça dos Três Poderes,
os três poderes, menores,
infinitamente menores do  que
O MEU AMOR POR VOCÊ,
A. MIGUEL A. O GRANDE. .
E ME DAVA UMA VONTADE LOUCA DE CHORAR....

e eu chorava....
chorei muitas vezes por ti,
sem saber das outras tuas vidas.
Mas hoje eu sei,
eu sofri por você,
a tua infinita solidão.

INFINITA SOLIDÃO,
infinita solidão,
infinita solidão,
infinita solidão,
e o MEU AMOR POR VOCÊ,
A. MIGUEL A., O GRANDE,
ficou num canto te olhando,
te olhando,
te olhando,
vendo o que hoje vejo.
EM SILÊNCIO.

VOCÊ SABE A. MIGUEL A. O QUANTO EU TE AMEI????
TODO O MEU AMOR, EU AMEI.
 EM  TEUS OLHOS AZUIS....
escutava todas aquelas músicas,
todas aquelas músicas
eu escutava no sonho
de um amor...
que não foi.

 uma linda história de AMOR.




assinado:  DENISE FRANÇA

sexta-feira, 2 de março de 2012

CEFET/PR/1979 - DENISE FRANÇA

EU TE AMO CEFET/PR/1979 - CURSO DE DECORAÇÃO

HOMENAGEM A VCS TODOS PROFESSORES E ALUNOS....

EU TE AMO!!!!

RUA DESCALÇA - DENISE FRANÇA

CURITIBA, 28 DE FEVEREIRO DE 2012.


RUA DESCALÇA

OBS: DESCULPEM, ESTOU SEM INTERNET.... (A NET ESTAVA ME ROUBANDO....).



MARTINS DAGOSTIM, UM ESCRITOR CURITIBANO, ESCREVEU "CIDADE DESCALÇA".



Hoje eu o encontrei no CEFET, PARA SEMPRE. Estive lá para a retirada de um documento, e ao sair, dou de cara com ele. Isto é incrível!!!, exatamente igualzinho a 25 anos atrás... Este professor de português, literatura, marcou nossas vidas.
Enquanto esperava na fila, conversando com outro jovem que falava do professor FERNANDO BINI. Nossa, isto é incrível!!! Esse jovem disse que gostaria de ter nascido naquela época, para aproveitar esta convivência que nós todos tivemos, a oportunidade de experimentar, e viver.
E, realmente, nada nos dias atuais é igual aquela época: as conversas ao longo das aulas, o conteúdo dessas conversas com os professores que se tornaram nossos amigos, e em razão deles, nós aprendíamos um conhecimento humano, revolucionário, transformador, crítico, criativo, produtivo. Esse "desejo de saber" era imperativo e nos movia, nos impulsionava...
Hoje, o conhecimento que recebemos não é o mesmo, não envolve nossos sonhos, promessas, esperança. É um conhecimento sem sujeito, que apenas abre portas ou oportunidades para o mercado de trabalho, e depois escraviza o sujeito. E o coloca a serviço de algo que ele mesmo desconhece.
E esse jovem com o qual conversei, sente isso, sabe a diferença de uma coisa e outra. Alguns jovens, em função de sua própria vontade e vida, sentem e percebem isso. Mas, infelizmente, a grande maioria, não.
Esse jovem disse: "esses professores começavam na sala de aula, depois continuavam como amigos num bar, nos corredores, enfim..., e havia sempre muito assunto. Hoje, os caras bebem, enchem a cara, mas não tem assunto nenhum...".
Concordo plenamente, em gênero e grau.
Os artistas e poetas, escritores, dramaturgos, intelectuais eram assim, se faziam desta forma. Nas madrugadas, nas reuniões em casa de um e outro, onde se discutia, e sentavam ao redor de uma mesa, ali mesmo a coisa acontecia, a obra de arte...
O esvaziamento hoje é completo, nas mesas de bar, baladas, coisas do tipo. A capacidade de perceber a realidade, aquele impulso criativo, transgressor, poético, se dissipou. O jovem não mais percebe, se angustia a partir daquilo que vê, e transforma ou pelo menos tenta transformar a realidade. Desconstruir, para construir depois...
O consumismo produziu outra coisa na vida destes jovens...

MARTINS DAGOSTIM, muito obrigada. Filósofo, escritor, poeta, nossa, tínhamos longas conversas... E depois do CEFET, ainda tive a oportunidade de continuar conversando com ele. Profundamente sensível e humano, esse homem. E eu disse a ele: "Você ainda existe, Martins???" E ele me reconheceu. Eu não parava de sorrir de satisfação ao ver que ele permanece exatamente "imortal". Grata satisfação. E extendo essa mesma alegria a todos os demais professores dessa época. Muita alegria, e uma saudade enorme deste tempo.

Nós sobrevivemos e continuamos. Neste momento, estou escrevendo essas linhas aqui, no "farol do saber", do poeta Kahlil Gibran, próximo ao Colégio EStadual onde estudo informática... Gosto de ficar lendo, em silêncio, nestes lugares, ao redor de milhares e milhares de obras, e de pessoas que marcaram a história com suas vidas, trabalhos, conhecimento, sensibilidade. Para mim, isso é um privilêgio, o espírito e a liberdade verdadeiros...

"CARTAS DE AMOR DO PROFETA" - KAHLIL GIBRAN

"Na noite do reveillon de 1915, Kahlil vai visitar Mary. Os dois sentam-se no sofá, e ela pede para abrir o seu colarinho.

Kahlil deita-se, e pede que Mary fique ao seu lado, com a cabeça em seu ombro.

"Você parece estar pegando fogo", diz Kahlil.

"Sim", responde Mary, "porque estou sentada ao lado do forno".

Ele ri: "Sou eu o seu forno?"

Mary conta que o encantamento de água quente havia quebrado. E usa esta analogia para referir-se à relação entre os dois: se um cano tão forte é destruído pelo simples fato de algumas gotas d'água congelarem em seu interior, nenhum desejo é invencível.

Os dois se abraçam, e Kahlil a beija apaixonadamente. A descrição daquela noite termina ai, mas pela leitura de cartas posteriores - depreende-se que nenhum contato sexual existiu; a relação dos dois, embora às vezes torturada pelo desejo, será sempre platônica."

ASSINADO: DENISE FRANÇA